Documentário – Quando sinto que já sei

 Imagem: Quando sinto que já sei/Divulgação
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Imagem: Quando sinto que já sei/Divulgação
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Imagem: Quando sinto que já sei/Divulgação
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Imagem: Quando sinto que já sei/Divulgação

O filme Quando sinto que já sei, com direção de Antonio Sagrado, Raul Perez e Anderson Lima, é um filme que apresenta a realidade de algumas práticas alternativas de educação, no Brasil. Mostrando o posicionamento de professores, gestores, pais e alunos.

É um documentário bastante interessante para quem gosta de educação e gosta de pensar novas práticas de fazer acontecer a educação. Mas recomendo que até mesmo, se você não é um estudioso da educação, assista o filme pois todo mundo está relacionado à ela. E não adianta apenas criticar a educação no Brasil, tem que procurar conhecer a educação e tentar resolver alguns mínimos problemas, começando primeiramente pela tomada de consciência.

Eu estou fazendo uma pesquisa na faculdade, que toma como base esse filme, iremos fazer uma análise crítica do mesmo e estudar as práticas alternativas de educação. Depois eu conto pra vocês o resultado. Inté mais 😉 Aproveitem!

Quando sinto que já sei: FACEBOOK / SITE

Ciências Humanas não Humana

Este é um texto desabafo.

Se tem uma coisa que me deixa frustrada e triste em relação a universidade na qual eu estudo é a falta de humanização. Coisa da minha cabeça mesmo. Eu observo sempre, as aulas dos professores, na maior parte Doutores e sua relação com os estudantes.

Alguns tem até bom relacionamento, mas me parece que os títulos nos distanciam. Temos os meros graduandos, e os professores com seus devidos títulos. E isso, muitas vezes nos dá um medo de fazer algumas críticas em relação ao posicionamento de alguns professores.

Outra coisa, que eu não gosto na universidade, é o fato de qualquer opinião que os estudantes queiram compartilhar, tem que vir com um, ” assim como pessoa tal” (uma pessoa que já escreveu um livro, ou já morreu, ou é considerado de muita importância na academia, ou tudo isso junto). Pois, se a gente não citar alguém, a nossa opinião é mero senso comum. Tudo bem, e se for? O senso comum também é de suma importância, muitas vezes vieram deles as dicas da vovó (olha que muitas funcionam, viu?).

Eu gosto da universidade, gosto de aprender, mas eu não gosto de me deixar levar por certos padrões. E eu sei sim, a importância da leitura e que a partir dela podemos ter uma troca de conhecimento, sei também a importância do embasamento teórico e que temos que respeitar os professores, não estou indo contra nada disso.

O que quero dizer é que não gostaria de ter medo de alguns professores, pelo fato de serem doutores, e esse título de alguma forma, nos separar. Não gostaria que o senso comum fosse visto de uma maneira tão negativa e que eu precise sempre dizer que estou dizendo isso, pois fulano de tal, que é melhor (é o que parece) que a gente, disse isso.  (Ha, também não quero tirar a importância de fulano de tal, viu?). E nem queria ver estudantes sendo expulsos (por puro constrangimento), da sala de aula, pois a leitura do texto é mais importante que a troca de aprendizado entre estudante e professor.

A universidade ainda é restrita para muitas pessoas, como a que eu estudo, que fica longe dos Centros populares. Um local que deveria ser aberto para pessoas que não precisam necessariamente ser estudantes. Sim, ela não tem muros, mas se formos levar em consideração que uma pessoa aqui da Ceilândia, onde moro, queira ir na universidade, de vez em quando e precise pegar dois ônibus e gastar 10 reais de passagem. Haa…. depois de pensar nisso bate até um desânimo.

A universidade, deveria ir até as pessoas, em projetos sociais, por exemplo. O que adianta a discussão sobre feminismo ficar só ali? E não chega mais longe.

Pode ser que eu esteja generalizando. Existem alguns poucos projetos. Mas é evidente que há essa carência. A universidade precisa se humanizar mais. A Ciências humanas (estudo um curso de Ciências humanas, então é o olhar, sobretudo dela que tenho tido), que é humanas, não se humaniza, quem dirá a universidade. Mas não adianta só falar, né? rsrs

3 livros para você baixar e ler a hora que quiser

Ler é muito bom, ainda mais quando é uma leitura que te dá prazer. Nem que seja um “tiquim” de cada livro, página e história. Pra conhecer um pouco de alguma coisa. Eu tenho alguns livros no meu Drive  (armazenamento de nuvem do Google), todo mundo que tem um e-mail Google, tem um Drive e pode colocar seus documentos e deixar armazenado. Eu gosto, pois se por acaso o computador “der pau”, meus documentos estão lá guardados.

Eu acho que ler o livro físico é muito melhor. Mas as vezes não achamos em uma biblioteca ou não temos “din din” para comprar. Então baixar o livro é a solução para os problemas.

Há quem discorde da distribuição de livros assim, por questões de direitos autorais, etc. Eu não sei muito sobre, eu só sei que eu concordo com esse tipo de distribuição, pois eu acho que o conhecimento e a leitura tem que ser livre, nem todo mundo tem dinheiro, para comprar um livro e assim poder usufruir dos conhecimentos que ali estão. O que está estreitamente ligado com a educação. Afinal a partir da leitura podemos aprender muitas coisas. “Né não?”

Então, vamos ao que interessa, eu baixei esses livros no Le livros, toda a informação do Le livros está contida nos livros, portando vocês podem buscar o site deles para conhecer melhor de sua política e procurar algum livro que lhe interesse.

São eles:

frida_kahlo-400x600 Frida – A Biografia – Hayden Herrera

a-hora-da-estrela-capa A Hora da Estrela – Clarice Lispector

precisamos-falar-sobre-o-kevin-resenha-livro Precisamos Falar Sobre o Kevin – Lionel Shriver

Boa leitura 😉 Inté

Você pode aprender o que quiser

Este post é de publicação original RESCOLA – VOCÊ PODE APRENDER O QUE QUISER do autor Renato Carvalho.

Este belo vídeo, é parte de uma campanha da Khan Academy, baseada nas descobertas da Dra. Carol Dweck, professora de psicologia da Stanford University.

A Dra. Dweck descobriu que o “tipo” de elogio que as crianças costumam receber dos seus pais é um dos principais fatores que a levam a assumir uma das duas posturas possíveis em relação ao aprendizado: a Mentalidade Fixa (Fixed Mindset) ou a Mentalidade de Crescimento (Growth Mindset).

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Se você também acha que todo mundo pode aprender qualquer coisa, visite o site da campanha da Khan Academy.

2 sites para quem gosta de inovação na educação

RESCOLA
RESCOLA

Eu adoro ideias, eu adoro inovação. Pensar fora da caixa é importante para quem é artista (e não é, também) e o professor é um grande artista. O professor atua, ele se transforma em vários personagens diferentes para melhor ensinar (diferente de fingimento), o professor é artesão, ele cria instrumentos para melhorar a troca de conhecimento.

O professor  precisa ter ideias novas, ele precisa chamar a atenção. O professor que não busca ideias novas, que não busca outras formas de ensinar, usa apenas um recurso: o autoritarismo.

Eu estou buscando pensar novas práticas de educação, sejam elas formais, não formais ou informais. Então sempre procuro no oráculo, o tal do google mesmo, ideias inovadoras de educação. Quando eu faço esse exercício me sinto inspirada e passo a gostar mais ainda da educação.

Então, vão aí dois sites que falam de coisas novas na educação:

Logo-Porvir
PORVIR

1) PORVIR

O Porvir é um site lindo, lá garimpo ideias, vejo notícias, fico inspirada, apaixonada pela educação e admirada com o quanto que a educação é maravilhosa, universal, nela tudo pode, qualquer área, nela se insere.

O Porvir nos apresenta notícias e ideias sobre ensino híbrido, tecnologia, o tal do aprender fazendo, além de disponibilizar alguns e-books para professores ou qualquer interessado em educação.

RESCOLA
RESCOLA

2) RESCOLA

O Rescola é outro site lindo e apaixonante sobre educação, é basicamente sobre o reaprender a ensinar, nada mais nada menos que? Inovação mais uma vez.

10 pontos para a inovação, alguns poucos para a mesmice haha.

O Rescola apresenta entrevistas com alguns educadores, professores, além de  ferramentas e cursos para melhorar o ensino. Discussões sobre tecnologias, educação e muito mais!

Eu simplesmente adoro o Rescola, o Porvir e tais iniciativas para pensar ideias que podem melhorar a educação.

Passem lá e desfrutem de muitas ideias interessantes e inspiradoras. E se você conhece algum outro lugar por ai que fala de ideias inovadoras para educação me mostra, por favor, eu vou adorar! Até a próxima!

USINA

Imagem do site da escola

A Perestroika é uma escola de atividades criativas, aqui mesmo no Brasil, ela tem uma série de cursos em algumas cidades como Brasília e Recife. Existe um projeto na Perestroika que é o USINA “um projeto desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, Usina é um programa que tem como objetivo capacitar professores a começarem o processo de transformação e mudança da educação. Através de aulas e oficinas, apresentamos conceitos e práticas da educação contemporânea, que se consolidaram através de projetos realizados em 12 escolas municipais.” (SITE DA PERESTROIKA)

O que me chamou atenção foi o vídeo do projeto e essa vontade de trazer inovação e criatividade para dentro das escolas, que é um processo importante que as escolas do século XXI estão passando, com a necessidade de se tornar interessante para os estudantes, para que seu encantamento não se perca. A escola é importante, mas precisa ser olhada por diversos ângulos. Esse é um daqueles vídeos que deixa  agente mais inspirado à fazer educação. Espero que algum dia eu possa fazer um dos cursos da Perestroika! Boa noite!

Meu ponto de vista

(prefiro a utopia de uma escola melhor ao pensar que nada pode ser resolvido)

Quando eu era criança tudo o que eu queria era poder ver as pessoas, os animais, as plantas, as cores, mas nunca foi possível. Sempre fui um garotinho muito diferente das outras pessoas por não enxergar, mas essa diferença era um tanto negativa quando criança, eu não conseguia e não podia fazer o que as outras pessoas faziam, então me sentia um estranho e as pessoas só me consideravam mais um deficiente.

Chegou o dia de ir à escola, mas eu tive que ir pra uma escola diferente da que as outras crianças costumam freqüentar, fui para um Centro de Ensino Especial e tinha todo um atendimento diferenciado, fui alfabetizado, aprendi a leitura e escrita em braile e assim foi o início de minha formação até ir para o Ensino Médio em uma escola que chamavam de normal.

Nessa escola nova tive uma experiência muito interessante, pois tive a oportunidade de estar ao lado de pessoas de todos os jeitos, já que a escola que eu estudei era para cegos, pessoas com baixa visão e esse tipo de dificuldade. O importante de estar nessa nova escola  foi passar por momentos que eu passava e viria a passar no mundo lá fora, enfrentando dificuldades e problemas todos os dias.

Mas a escola inclusiva tinha problemas demais para mim e para os outros alunos que estavam lá para a inclusão. Para mim era difícil até mesmo me locomover, pois o chão tinha buracos, vãos e outros problemas que me faziam quase cair algumas vezes. Também era difícil na hora das leituras, pois os professores me passavam mais livros de tintas e não de braile, era uma complicação.

Conheci ali mesmo uma menina, Ana, que também era diferente, mas com outra condição; ela era cadeirante, podia ver, mas não podia andar e também enfrentava os problemas da inclusão, as chamadas barreiras arquitetônicas. Viramos amigos e começamos a procurar maneiras de mudar isso, pois nós podemos fazer também diferença.

Então, me unir junto com outros alunos da inclusão, buscando por melhorias, afinal, eu sempre acreditei que eu pudesse fazer a mudança e mostrar o que é melhor para mim, assim como os outros. Com a ajuda de nossos pais, amigos e alguns professores conversamos com a direção em busca de mudanças, procurando boa estrutura e melhores materiais para nossa formação.Mas não foi uma luta simples, pois envolvia política, financiamento e mudança de consciência das pessoas, muitas achavam que não éramos capazes de dizer o que era melhor para nós.

Com muita luta e desafio conseguimos as primeiras mudanças, uma máquina braile para a escola, uma reforma no chão, rampas de acesso foram feitas e as que existiam melhoradas, os professores fizeram curso de libras, para atender melhor os alunos mudos. Ao observarem essas mudanças que reivindicávamos com tanto ardor, vieram novas mudanças até na concepção dos professores sobre a gente, pois foi a partir dessa nossa luta que perceberam nossa capacidade de fazer as coisas, perceberam que não somos passivos e incapazes, e começaram a nos incluir nas diversas discussões sobre como melhorar essa escola. Depois disso os professores nos incentivaram a atuar de verdade no mercado e em nossa vida social e política, aprendemos a não ignorar, mas driblar nossas dificuldades, e usar nossas “limitações” a nosso favor .

Mas isso foi só o começo, ainda existe muita coisa e muitas outras escolas precisando desse tipo de engajamento por parte da comunidade escolar, para serem melhoradas, as limitações do acesso de ensino a todos não é somente por parte das estruturas, mas sim, às vezes, da concepção de que somos limitados. Essa é a principal barreira que temos que superar.

Acredito que assim que percebem nossa capacidade, passarão a nos respeitar de verdade. Sem esse respeito disfarçado, ou até inconsciente que não nos estimulam a nos alto promover, mas um respeito com a noção de que somos aptos a qualquer coisa, a única coisa que não podemos fazer é falar as cores, quando algumas pessoas não são capazes nem de falar a verdade, acredito que são essas pessoas “normais” que são limitados. Para as ciências biológicas e aerodinâmicas o besouro não voaria, mas, onde quer que você vá, verá um besouro voando. Posso citar vários outros problemas que ainda não são resolvidos pela ciência, se ela pode errar até com quem e o que não pode se expressar imagina com que pode contestar qualquer coisa, devemos lembrar que não somos donos da verdade e ter a humildade de reconhecer todos como iguais.

E hoje, sinto que posso dizer que sou sim diferente, mas não vejo minha diferença como algo negativo, mas como algo positivo, pois qual seria a graça de estar em um mundo em que todos são parecidos? Sou diferente sim, mas não sou inferior e é isso que desejo passar para meus alunos, me tornei professor justamente para fazer diferente e quebrar paradigmas. Não existem limites para algo ser explorado pela educação, ela está presente em tudo e é ela que as mantém e renova.

E, para os educadores e futuros educadores que estão lendo esse texto só peço para que façam diferente e que não sejam passivos nem acomodados, que amem o que fazem, pois se você não é capaz de amar a educação, você não será capaz de fazê-la direito. Reflitam, pensem e repensem seus atos e o que estão fazendo, não fiquem apenas reproduzindo, sejam criativos, façam algo novo, para assim podermos ir mudando aos poucos nosso sistema educacional. Simplesmente eduquem de forma que não criem produtos, mas jovens que possam fazer seu papel no mundo de forma consciente, isso é educação.

Texto de ficção produzido por:

Luan Amoras 

Nathália Dezidério

Precisamos falar sobre educação

O tema educação é bastante atrativo quando falamos de política e envolve grandes críticas. Porém, já não parece tão atrativo como música, cinema, gastronomia e moda, para um blog. Acontece que a educação é um grande universo, que envolve uma série de assuntos, como os citados acima. Você pode pensar em tudo. Além de que a educação é uma área de estudo acadêmica, dentro da pedagogia* e de outras licenciaturas.

A educação não vai deixar de ser importante e sempre será discutida, através de diversos olhares. Dentro do senso comum ou não, as discussões que a envolve serão relevantes. Podemos falar de educação não-formal, formal e informal. Podemos falar de museu, casa e escola. Podemos falar de experiência, ideia e conhecimento. De escola pública, particular e projetos. Não deixa de ser educação. É educação. É ação. Éduc(ação)!

*Aqui no Brasil, é o curso que marca uma série de estudos acerca da educação e ensino, um curso que sofre imensos preconceitos, seja por sua feminização, “infantilização” (podemos assim dizer?) e outro fator que é a docência. Mais adiante escreverei sobre os MITOS e VERDADES desse curso tão incompreendido por algumas pessoas.

Aula de capoeira em uma escola Waldorf em Recife.
Aula de Capoeira em uma escola Waldorf em Recife.