Você conhece Paulo Freire?

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Paulo Freire foi/é um pernambucano que escreveu e falou muito de educação. Não só falou e escreveu como também fez pela educação. Ele pensou a educação de uma forma que vai contra esse sistema industrial de educação. Mas acontece que poucas pessoas conhecem Freire e suas obras. E a gente sabe o quanto falam da importância da educação e o quanto que não fazem pela importância da educação.

Então… nas minhas pesquisas e andanças pela rede encontrei um conjunto de vídeos sobre a obra Pedagogia da Autonomia do Paulo Freire. Para mim é como se fosse um curso bem detalhado sobre sua obra, com roteiro, direção e apresentação do prof. André Azevedo da Fonseca.

O projeto Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, consiste na produção de um conjunto de 30 vídeos a serem veiculados semanalmente, de forma aberta e gratuita, no YouTube. O objetivo é apresentar os conceitos fundamentais do livro “Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa”, de Paulo Freire, a partir de uma linguagem acessível a estudantes, professores e a todas as pessoas interessadas em educação.
Projeto realizado com financiamento coletivo através do Catarse https://www.catarse.me/pt/paulofreire

Vamos aproveitar! Pega o livro, leia o livro e vai assistindo ao projeto. Temos muito a aprender com as ideias do Freire. Não vou falar muito dele não pra vocês buscarem conhecê-lo. Não é só a galera que é da área da Educação que deveria conhecer o cara. Mas todos que sabem da importância de se falar/escrever/refletir/debater sobre educação!

Ha, aqui o Facebook do projeto.

Falouuu! 🙂

Conheça o livro “Volta ao mundo em 13 escolas”

Nosso propósito: inspirar pessoas em busca de novos modelos de educação, a partir de uma jornada de conhecimento por iniciativas transformadoras no mundo. Coletivo Educ-ação

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Môsieur J. [version 9.1]
Volta ao mundo em 13 escolas é um livro do coletivo Educ-ação formado por André Gravatá, Camila Piza, Carla Mayumi e Eduardo Shimahara, que conta experiências de escolas de vários lugares do mundo. Mas o massa mesmo do livro é que ele relata experiências de escolas não muito comuns, mas que estão com os seus ideais bem próximas da realidade de uma educação contemporânea.

Eu achei super interessante a proposta de conhecer práticas inovadoras e mais criativas de educação. Estudo Pedagogia, um curso visto com bastante estereótipo, que tento quebrar sempre que falo para as pessoas sobre estudá-lo. Porém eu sinto muita falta de estudar essas práticas inovadoras de educação, que buscam a autonomia do aluno e também liberdade para o professor, de criar espaços e caminhos diferentes para ensinar. Eu adoraria saber que as pessoas se interessam por educação e por uma Éduc-ação, que seja e que faça. E acredito que esse livro, que eu ainda não pude destrinchar totalmente, possa inspirar e motivar os futuros educadores à fazerem uma educação inovadora de verdade, não apenas pelo salário, mas por reconhecerem sua importância e capacidade de fazerem o melhor, entendendo as dificuldades, mas não colocando-as em primeiro lugar.

Não quero falar mais sobre o livro para que vocês fiquem curiosos e busquem saber que escolas são essas, algumas no Brasil, uma na Espanha, Argentina, Indonésia, África do Sul e …

Como eu não preciso falar muito, fiquem com um TEDx Talks sobre o livro.

Cadê o livro mesmo? Tá aqui ó e é claro não deixem de curtirem a página do Coletivo no Facebook. Tchauzin!

Uma aula por semana – Taylorismo, educação, motivação, práticas

A Categoria “Uma aula por semana” surge da minha vontade de compartilhar com vocês as aulas interessantes que eu tenho na universidade, expondo o tema que foi discutido, como decorreu a discussão e como resultou. E quando eu não tiver aula? Bem, as férias estão chegando, então a ideia é de nas férias fazer o “Uma aula por semana (Férias)”, que vai ser uma abordagem um pouco diferente, ao invés das aulas que tenho na universidade, irei compartilhar com você aprendizados do dia-a-dia. Afinal, a educação vai muito além dos muros da universidade e da escola. A Educação é linda por isso, nela temos o mundo e fazemos a troca de saberes.

Vamos à nossa primeira aula:

 Format:  Fotopositiv  Dato / Date:  Ukjent  Fotograf / Photographer:  Navn på fotograf   Sted / Place:  Ukjent  Eier / Owner Institution:  Trondheim byarkiv, The Municipal Archives of Trondheim  Arkivreferanse / Archive reference:  Tor.H43.B75.F5204
Imagem: Ukjent

O tema da aula foi Taylorismo. Afinal, o que é Taylorismo?

“Sistema de organização do trabalho, especialmente industrial, baseado na separação das funções de concepção e planejamento das funções de execução, na fragmentação e na especialização das tarefas, no controle de tempos e movimentos e na remuneração por desempenho.” Antonio David Cattani

Por quem foi pensado?

F. W. Taylor (1856-1915) , engenheiro norte-americano. E de acordo com ele “os trabalhadores não são pagos para pensar, mas para executar”.

Sendo esse Taylorismo, classificado como um modelo científico. E, “organizado pelo taylorismo, o trabalho transfigurou-se em atividade: fragmentada, repetitiva, monótona e desprovida de sentido. Perdendo sua autonomia, sua capacidade de usar a criatividade, o trabalhador transformou-se em operário-massa, alienado do conteúdo do seu esforço produtivo.” Antonio David Cattani

Bem, como podemos ver, o Taylorismo é um pensamento da era industrial, de produção do sistema capitalista. Mas o que foi discutido entre os alunos (Pedagogia, Administração, Letras, dentre outros cursos) e a professora  foi a relação entre o Taylorismo e a Educação.

Foi discutido que:

O sistema escolar tradicional tem características desse sistema industrial (afinal de contas foi a partir dali que ela se organizou dessa maneira). E quais características são essas?

Imagem: Christopher Sessums
Imagem: Christopher Sessums

– Alunos enfileirados.

– Uniformizados.

– O Tempo é único para todos.

– Alienação.

– Transformação dos alunos em máquinas repetitivas, assim como os operários nas fábricas.

Além disso, a discussão também foi para o lado de como algumas práticas educativas poderiam melhorar, já que para alguns alunos esse modelo foi pensado como negativo para a educação. No decorrer da aula os alunos falaram sobre o que transformariam na educação, como retirada de conteúdos fragmentados ou talvez unir conteúdos que conversem, havendo dois professores em sala para discutir tal assunto, um de cada conteúdo, como Biologia e Química. Em relação à isso, ainda discutiu-se as dificuldades de retirar a separação de conteúdos e colocar os dois professores em sala.

Também, foi criticada a formação dos professoras, tanto da Pedagogia, quanto das Licenciaturas. Que muitas ideias ficam na teoria, mas não vão para a prática e a necessidade de existir uma escola de aplicação, na nossa universidade, para que os professores tivessem uma melhor formação na prática, podendo assim, ver as práticas educativas e analisar como o ensino e aprendizagem pode melhorar.

Outra questão debatida foi a motivação do profissional no modelo do Taylorismo e no modelo atual, sendo que alguns alunos e a professora concordaram que algumas características desse modelo, ainda estão no mundo do trabalho atual. Que a repetição desestimula o trabalhador, como o professor. E na minha opinião é a falta de motivação que faz com que muitas vezes o professor não seja um bom profissional, as vezes ele não queria realizar o trabalho dele àquela maneira, mas de alguma forma tem que seguir um modelo, então ele se sente sem motivação, problema que afeta sua saúde e estilo de vida.

O famoso vídeo do Pink Floyd, foi citado como exemplo desse modelo industrial e a educação.

Documentário – Quando sinto que já sei

 Imagem: Quando sinto que já sei/Divulgação
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Imagem: Quando sinto que já sei/Divulgação
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Imagem: Quando sinto que já sei/Divulgação
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Imagem: Quando sinto que já sei/Divulgação

O filme Quando sinto que já sei, com direção de Antonio Sagrado, Raul Perez e Anderson Lima, é um filme que apresenta a realidade de algumas práticas alternativas de educação, no Brasil. Mostrando o posicionamento de professores, gestores, pais e alunos.

É um documentário bastante interessante para quem gosta de educação e gosta de pensar novas práticas de fazer acontecer a educação. Mas recomendo que até mesmo, se você não é um estudioso da educação, assista o filme pois todo mundo está relacionado à ela. E não adianta apenas criticar a educação no Brasil, tem que procurar conhecer a educação e tentar resolver alguns mínimos problemas, começando primeiramente pela tomada de consciência.

Eu estou fazendo uma pesquisa na faculdade, que toma como base esse filme, iremos fazer uma análise crítica do mesmo e estudar as práticas alternativas de educação. Depois eu conto pra vocês o resultado. Inté mais 😉 Aproveitem!

Quando sinto que já sei: FACEBOOK / SITE

Você pode aprender o que quiser

Este post é de publicação original RESCOLA – VOCÊ PODE APRENDER O QUE QUISER do autor Renato Carvalho.

Este belo vídeo, é parte de uma campanha da Khan Academy, baseada nas descobertas da Dra. Carol Dweck, professora de psicologia da Stanford University.

A Dra. Dweck descobriu que o “tipo” de elogio que as crianças costumam receber dos seus pais é um dos principais fatores que a levam a assumir uma das duas posturas possíveis em relação ao aprendizado: a Mentalidade Fixa (Fixed Mindset) ou a Mentalidade de Crescimento (Growth Mindset).

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Se você também acha que todo mundo pode aprender qualquer coisa, visite o site da campanha da Khan Academy.